APPLE WATCH E DOENÇAS - HelpFone
o hábito dos brasileiros tem mudado
O hábito dos consumidores Brasileiros tem mudado – sucesso do comercio online
21 de maio de 2020
Apple, está patenteando uma tecnologia de Selfie
20 de agosto de 2020

APPLE WATCH E DOENÇAS

Não é novidade que wearables são capazes de identificar comportamento irregular
do coração. Essa capacidade dos sensores, inclusive, já foi responsável por
diagnósticos capazes de ajudar a salvar vidas de usuários pelo mundo.
Os relógios medem frequência cardíaca, sono, pressão, passos e atividades
aquáticas (para os que são a prova d’agua), os mais recentes acrescentam recusos
como medir estresse, detectar crises de ansiedade. Todos ajudando a monitorar
nossa saúde e recentemente estudos para detectar até COVID-19.
Ainda que os mais modernos smartwatches existentes do mercado ainda não sejam
capazes de detectar a temperatura corporal devido a uma série de fatores, eles
ainda podem ser uma ferramenta crucial para identificar seu estado de saúde. Não
só doenças cardíacas, mas pesquisadores já tentam relacionar a frequência
cardíaca e outros sinais com mais enfermidades.
Mas como um smartwatch poderia identificar alguma doença com sintomas de
febre, desconforto e outros? O segredo está na vasodilatação, uma a reação do
corpo para inflamações. Seu cérebro percebe que precisa aumentar a frequência
cardíaca para aumentar a quantidade de sangue circulando pelas regiões
inflamadas, já que seus vasos sanguíneos estão dilatados.
Essa descoberta partiu do cofundador do app Cardiogram, portadores desses
dispositivos podem monitorar e ver os relatórios dos batimentos cardíacos durante o
sono.
Quando ocioso, seu corpo tende a ter um ritmo constante de batimentos por minuto.
Contudo, doenças podem interferir nesse comportamento e gerar oscilações
evidentes. Isso significa que o estudo do ritmo cardíaco durante o sono é fonte de
informações para determinação de doenças simples, como a gripe — ou mais
graves, como a COVID-19.
Ainda assim, o Cardiogram ainda está analisando essas flutuações e interferências
na frequência cardíaca, já que outros fatores também podem alterar esses números,
incluindo ingestão de álcool, consumo de cafeína, ansiedade e outras. Sendo assim,
seu smartwatch ainda não o notificará caso sua frequência cardíaca oscile
misteriosamente.
Determinar esse número em conjunto com a análise da frequência cardíaca pode
gerar diagnósticos mais precisos e determinar a presença de agentes infecciosos.
No entanto, por se tratar de estudos em andamento, ainda não é possível utilizar as
informações coletadas pelos smartwatches para determinar gripes e outras
doenças. Entretanto, podemos torcer para que mais funções cheguem aos relógios.

A Universidade de Stanford desenvolve uma pesquisa com objetivo de comprovar
se são capazes de detectar o coronavírus. O estudo vai usar dados de frequência
cardíaca e respiratória de voluntários que se encaixem em grupos de riscos ou que
tenham maior chance de contrair o vírus.
Para participar do estudo, é necessário se encaixar em uma das três categorias
abaixo:
 Ter sido diagnosticado com covid-19 ou ser considerado um caso suspeito;
 Ter sido exposto a alguém que tem covid-19 ou que é considerado um caso
suspeito;
 Possuir alto risco de contaminação, como agentes da saúde ou funcionários
de mercados ou farmácias.
A pesquisa deve durar dois anos e vai depender da colaboração dos participantes
em seguir as orientações. Embora o estudo tenha duração prevista de 24 meses,
espera-se que os estágios iniciais da pesquisa sejam concluídos em poucas
semanas. Os voluntários precisam usar o dispositivo quase o tempo todo,
compartilhar dados do Apple Watch com os cientistas e preencher um pequeno
formulário de sintomas diariamente.
Segundo os pesquisadores, a intenção é criar modelos estatísticos para detectar se
os relógios podem indicar o contágio da doença antes mesmo dos primeiros
sintomas se manifestarem. Em caso positivo, dispositivos como o Apple Watch
poderão ser usados na combate à doença. Além disso, novos aparelhos podem ser
desenvolvidos para serem distribuídos à população como forma de se antecipar a
grandes surtos.